
Por Adriano Vieland
Na manhã do último sábado, iniciamos as atividades de 2026 da Irmandade Casa Luz de Maria em uma sessão fechada para os trabalhadores da casa. Na oportunidade, recebemos uma inspiradora mensagem da Espiritualidade Superior:
Como uma águia, saibam a hora de voar alto e a hora de voar baixo. Voe alto serve para ver longe. Voe baixo para chegar onde se quer. Olhos de águia. Devemos ter olhos de águia.
Este presente traz um conteúdo poderoso. A águia é um arquétipo clássico de sabedoria porque domina dois mundos: o céu (o plano das ideias e do espírito) e a terra (o plano da manifestação e da realidade).
Voar alto nos dá visão de longo prazo e estratégia. Representa o desapego das questões imediatas. Quando subimos, as dificuldades parecem menores e conseguimos enxergar o “todo”. É o momento da oração, da meditação e do estudo; serve para entendermos nosso propósito. Sem o voo alto, agimos sem direção.
Voar baixo nos concede a precisão do alvo e a execução. De nada adianta ver o horizonte se não soubermos descer para realizar o trabalho necessário. Voar baixo exige coragem e presença. É o momento da caridade prática e da aplicação real dos ensinamentos. É onde o “querer” se torna “fazer”.
Quanto aos olhos de águia, eles refletem o poder do discernimento. A águia consegue focar em um detalhe minúsculo mesmo a quilômetros de altitude. Ter olhos de águia é manter o foco no que é essencial, não importa a circunstância.
A lição central: sabedoria não é apenas ter conhecimento, mas saber qual perspectiva aplicar. É o discernimento para entender se o momento pede silêncio e visão macro (voar alto) ou ação direta e foco no detalhe (voar baixo).
Que seja um ano de plenos voos!



